Que proselitismo que nada!

13 de agosto de 2009

Propaganda religiosa? Para dirigentes da FIFA, bem como para Juca Kfouri, Claudio Weber Abramo e Túlio Vianna, é basicamente esse o propósito da oração coletiva feita pela equipe do Brasil após a conquista da copa das confederações. Deprimente, não? :c(

Até certo ponto pode ser razoável a FIFA regular proselitismo religioso no futebol. O problema não está nisso, mas em entender que um grupo de pessoas rezando em público constitua algo do gênero. Longe disso. Os brasileiros tinham acabado de conquistar um título importante e estavam espontaneamente comemorando, extravasando sua emoção. Os três que eu citei acima, figuras que respeito, argumentaram que, se fosse mera religiosidade, o grupo deveria ter feito as preces no espaço privado. Menos, por favor. Menos. Nem tudo que se quer tornar público é merchandising. Uma coisa é mostrar ao mundo que se acredita em algo, outra é tentar angariar fiéis para a sua igreja.

Aliás, qual igreja? Será que todos ali pertencem à mesma? Eu apostaria que o que se tinha ali era uma mistura bastante sincrética de católico, evangélico, espírita, indeciso e por aí vai... Se houvesse algum apelo persuasivo na coisa, poderia ser um proselitismo místico, espiritual ou metafísico, mas não religioso.

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2 Responses to “Que proselitismo que nada!”
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Felipe disse...

Do livro do Ratzinger, Jesus de Nazaré, cap. 2 sobre as Tentações de Jesus:
Hoje a Bíblia é cada vez mais submetida ao critério da assim chamada visão moderna do mundo, cujo dogma fundamental é que Deus não pode agir na história e que, portanto, tudo o que diz respeito a Deus deve ser relegado para o domínio do subjetivo. (...) E o Anticristo nos diz, com os gestos da mais elevada cientificidade, que uma exegese que lê a Bíblia na fé no Deus vivo e que aí o procura e escuta, é fundamentalismo; somente a sua exegese, segundo dizem puramente científica, na qual Deus nada diz e nada tem a dizer, é que está à altura do tempo.

00:22
Vitor Bustamante disse...

Ontem discutia com um amigo da Árvore sobre esse sair de si... Era o Gustavo do Ciências Moleculares. Falávamos dessa superação. Acho que quando a gente abre mão da gente mesmo em prol do coletivo há o nascimento de um momento espiritual, uma vitória do espírito sobre a matéria, sobre o instinto, sobre a inércia, sobre a preguiça, é o sobrenatural. E aí não tem como não se lançar em Deus e agradecer, pois se tem consciência do que aconteceu visto que foi uma escolha pessoal.

Creio que falte espiritualidade na vida desses comentaristas...

15:04