3 de dezembro de 2008

Presente pra Mafalda

Levou meses (!), mas finalmente consegui concluir meu primeiro soneto em homenagem à minha namorada e futura esposa. Comecei o poema ainda em São Paulo, já com a idéia de fazer referência à praia, mas nunca conseguia concluí-lo. Faltavam rimas, palavras, idéias. Havia ainda apenas dois quartetos mal acabados, sem muita idéia de como seriam as estrofes finais. Já aqui no Rio consegui avançar, buscando inclusive um pouco de inspiração em Copacabana e Ipanema. Depois, com o namoro indo particularmente bem e com o aniversário dela às vistas, consegui o estímulo de que precisava.

Eis o soneto decassílabo heróico (tônicas na sexta e na décima sílabas), rimado no bom e velho "ABBA BAAB CDE CDE". Acho que consegui estruturá-lo como queria: o primeiro quarteto discorre sobre cores; o segundo, sobre formas. O primeiro terceto começa a caminhar para a conclusão, mantendo sempre o tema da natureza. A estrofe final encerra com um resumo do poema.

Musa-praia

Seus lábios enrubescem o poente;
Clareia a sua pele à pura areia;
Seu verde-azul olhar o mar permeia;
E seu cabelo doura o Sol fervente.

Seus olhos configuram Lua cheia,
E seu sorriso faz quarto crescente.
Faz dunas seu contorno adolescente;
E ondas, suas mechas de sereia.

Ao ver minha garota de Ipanema,
De cores e de formas me inebrio,
Pois é só natureza a minha Gaia.

Na brisa deste tímido poema,
Sua inefável graça balbucio,
De minha namorada, a musa-praia.

9 comentários:

Apenas eu disse...

Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo... :D

Estou sem palavras para agradecer!

Só sei dizer que é lindo! E lindo, e lindo... E lindo!... E lindo!

Maravilhoso!

Lua disse...

Nooooossa! Que bonito!!!
Parabéns!

Leonardo disse...

Uau, tem tempo q n vejo um soneto tão perfeito... Vc deu show... parabéns. Léo

Andre disse...

Brigadão. :c)

Thiago disse...

Muito bom.

Vitor Bustamante disse...

O poeta engenheiro

O poeta engenheiro preocupa-se com a estrutura e assim constrói um poema sólido, seguro e firme
Como há tempos não se via!

Preocupa-se com sua musa e faz belíssima casa para morar sua beleza
E ali ela se enamora namorando-lhe num olhar que de contentamento chora

E casa é tão boa mas tão boa que abriga infinitas coisas belas
Na possibilidade de se fazer nada para ser morada do amor eterno

E o poeta que lê o poema o do outro
E o namorado que vê o namoro do outro
Joga sua vara de pescar no jogo aberto desse amor que é rei
transcende leis e faz como eu nem sei

A vida ali é tanta
O olho de André é tão
As linhas de sua musa é tudo
Que o poema vence o mudo
Que o poema porta um mundo: Gaia
Que o poeta tem sua musa
Que a casa não tem porta
E só Mafalda importa

Francisco Magalhães disse...

Aê Andrezão!

Flávio Nunes. disse...

Fala André,
Muito bom o seu soneto! Já tentei isso algumas vezes, mas todas sem sucesso!...rs...
Abração irmão.

Fabio Cagido disse...

Incrível André, obra prima. Parabéns